segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Ele abriu a porta.
Talvez procurasse alguma coisa.
Talvez procurasse alguma coisa, que talvez esitvesse do outro lado.
Achava que estava do outro lado, tinha quase certeza que estava do outro lado, mas não sbia se de fato estava do outro lado. Por que quando você procura alguma coisa, você não pode ter certeza de onde está, e ele não podia ter certeza que ela estava do outro lado.
Ele abriu a porta, mas antes de abri-la hesitou, talvez não acharia o que procurava do outro lado, até por causa desse lance de não se ter certeza. Enfim, ele hesitou.
Sua mão tocou a maçaneta, o frio do metal correu seu braço.
Se não tivesse hesitado, talvez não o tivesse sentido. Quando se estác om a mente ocupada, a gente não tem tempo pra sentir essas coisas.
Mas ele teve tempo, por que hesitou.
A porta se abriu, o que procurava ? Talvez tivesse esquecido naquele segundo que sucedeu a abertura da porta. Por que, naquele momento, era mais importante abrir a porta, a porta era um objetivo, e a coisa, que talvez estivesse do outro lado, outro objetivo. E além disso, enquanto abria a porta, pensava na posibiolidade de não a encontrar lá. Pensava onde mais poderia estar, mas isso não importava agora, não ensse momento.
A porta estava aberta, e ele tinha que procurar seja lá o que for que tinha ido procurar.
Abriu a porta, e viu um espelho.
E os espelhos, dificilmente são o que você procura, a não ser, claro, que você procure um espelho.
Levou um susto, talvez não procurasse um espelho. senão não se assustaria.
Ou talvez fosse o espelho que procurasse, e se assustou por ter encontrado tão facilmente.
O susto apagou sua mente por mais um segundo, procurava algo e esse algo talvez fosse o espelho, como talvez não fosse.
Se aproximou do espelho, talvez fosse então.
Mas ainda hesitava.
E hesitação dá trabalho, heesitação atrapalha o raciocínio.
Era ele do outro lado do espelho ?
Claro que era, espelhos refletem as imagens, é isso que espelhos fazem.
Mas, talvez não fosse, e agora ? Talvez não fosse um espelho.
Ou talvez ele não fosse quem pensava que era.
E se ele não fosse quem achava que era, talvez, não adiantasse continuar procurando o que ele achava procurar.
Se perdeu nos pensamentos.
As mãos, da imagem no espelho e da fora dele se tocaram.
O Frio do espelho, Passou desapercebido.
A porta se fechou, e a luz foi embora.
Não conseguia mais enxergar, queria enxergar.
Queria enxergar sua imagem refletida no espelho.
Talvez tivsse mudado, talvez fosse a mesma. Talvez fosse ele, talvez não fosse.

Talvez encontrasse um motivo para ter achado o espelho, talvez precisasse do espelho
Mas agora, só podia pensar na escuridão no espelho.
A escuridão no espelho, talvez fosse dele próprio.
Talvez, ele fosse aquela treva toda
Talvez, ele não devesse ter tentado achar o que quer que tinha tentado achar.
Nunca, se encontra nada em portas com espelhos.
A não ser é claro, espelhos.
E imagens, imagens refletidas de pessoas que nós podemos ou não conhecer.

E é isso que assusta.

0 comentários:

Postar um comentário

O que sente, o que pensa, o que acha e o que imagina...
Comenta.